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Sofia Duarte
⚀ Uma mulher afundada em letras creativas! ⚁ A woman deep within creative words! ⚀ PT — https://medium.com/sofysticada ⚁ EN — https://medium.com/sofystication
Ilustração por Art of Pam

Foste hoje o sorriso inventado de mim:
Flutuado sobre as minhas pálpebras,
Respirado a cada suspiro do meu corpo.
E me perco pelo teu corpo, assim,
Diante deste nosso sopro.

*

Quem sou eu, quando respiro
Cada pedaço da nossa dança,
Embalada algures pela lembrança
De breves sorrisos.
Serás tu o tiro
Abraçado em mim?

*

Ouso soltar-te hoje,
Para que os teus braços fujam de mim.
Para que os teus olhos me procurem no horizonte.

*

Abraço-te, protege!
Os meus braços te encontram
Pelo soprar do vento.
Ele jamais te dirá de onde vim,
Mesmo que eu esteja aí, defronte.


Ilustração por Art of Pam

É insanidade ser-te hoje a loucura
Dos dias que surgirão amanhã.
Preferir um silêncio que sorri
Do que qualquer traço de falsa ternura.
Deixar que a vida nos abrace
Com uma força maior que uma montanha!

*

Um respirar de inspiração tamanha
Que a cada dedilhar um tom se desvanece…
Quem serias tu, nessa prece,
Onde tantos desejam, pedem…
E tão poucos o fazem?

*

Somos o direito a nós, aos outros
Mas somos a Humanidade, tão pouco!
De tantos que beberam as águas da loucura,
Para onde ficou o espaço da Ventura?

*

Que eu ouse respirar pelas entrelinhas,
E que estas sejam as tuas e asminhas.
Visto que partilhamos cada vez menos,
Para que nas redes sociais se possa ‘despartilhar’.

*

Diz-me, é para isto, que todos corremos?
Um simples botão, aperta a felicidade?
Então, nem me perguntem a razão desta insanidade.


Ilustração por Art of Pam

Fosse qual fosse o respirar
Desses teus poros suspirados,
Meu ser jamais iria encontrar
Tais sentimentos misturados.
Como fechar os olhos e não acordar?
Como viver de olhos vendados?

*

Lágrimas de tantos dias esforçados,
Outras emoções onde divagar…
Somos humanos tão pouco humanizados
Que nos perdemos ao longo desse mar.
Para onde foram esses tempos conturbados,
Onde ser-se humano era o que estava a dar?

*

De que serve então a vida,
Além desses versos para rimar?
Esta louca que é tão sentida,
Sem realmente a aprofundar.
Seria assim tanta a loucura,
Ser-se tão preenchido quanto o mar?


Ilustração por Art of Pam

Um deserto,
É isso que por vezes
Permaneço enquanto solidão…
A verdade, uma miragem
Que, por muito que caminhe,
Nunca a alcanço…
O desespero que percorre o meu rosto,
A saudade que mata o meu coração
São coisas que destroem
Enquanto ser humano, enquanto pessoa.

*

A maldade, algo subjectivo,
Destrói o mundo que a pratica.
Este mundo se afunda na tristeza,
Uma tristeza sem dono
Pois, esta, ordena…

*

Sei que estou neste mundo;
Mas para o ajudar
Sou o nada, embora me torne o tudo
Quando tento amar sem limites,
Sem barreiras.

*

Não é a ordem que ordena
E o amor que obedece…

*

A ordem é amor, infinitamente…


Made by Sofia Duarte

Sometimes a little part of me goes into a new world when seeing great art.

Inspiration’s all about that: being alive elsewhere. Being another being, feeling something at that moment that dies along with the last sentence.

Above the sky, there is a darkness that remains. I could almost feel it burning like the sun on my skin. Deep breaths and slight flashes of light were the only things that kept me from losing my heart into oblivion. Just one more step. I could fall from just one more step, but my mind kept pushing me. I wasn’t heavy, not…

Sofia Duarte

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